bueiro, me abrace forte!

sábado, 12 de janeiro de 2013

eu vou sorrindo como se tudo bem, como se não houvesse pressa, como se não houvesse angústia. como se o desespero fosse um encanto. então eu me agarro ao por enquanto, para não me afogar. e há o ranger dos dentes todas as noites. afinal, a gente precisa engolir o choro, não deixar o coração sair pela boca. a gente assassina a manha e tudo desce pela garganta e ninguém faz cara feia. "um dia a menos" eu escrevo no diário, mas eu não digo nada. e da varanda eu acompanho os passos alheios. é silêncio dolorido. é cansaço antigo.

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