bueiro, me abrace forte!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ainda que eu encostasse a minha testa contra o cano e fizesse do puxar o gatilho uma exigência, ainda assim, não ousariam. porque eu já morri muitas vezes e continuo aqui: com a dor estampada na cara e as olheiras fundas. já levei tiro no peito, facada nas costas. mas eu continuo. eu sangro. eu estanco. eu cutuco e a ferida  abre de novo. e de novo. eu engulo as noites. eu mastigo os sonhos. ou melhor, os pedacinhos que guardei. os que não se foram pelo ralo na hora do banho.

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