bueiro, me abrace forte!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ainda que eu encostasse a minha testa contra o cano e fizesse do puxar o gatilho uma exigência, ainda assim, não ousariam. porque eu já morri muitas vezes e continuo aqui: com a dor estampada na cara e as olheiras fundas. já levei tiro no peito, facada nas costas. mas eu continuo. eu sangro. eu estanco. eu cutuco e a ferida  abre de novo. e de novo. eu engulo as noites. eu mastigo os sonhos. ou melhor, os pedacinhos que guardei. os que não se foram pelo ralo na hora do banho.

domingo, 1 de julho de 2012

bebedeira



se o amor voltar eu me desvio
escondo-me num fundo de bar
fujo do cio

se o amor me quiser de novo
não me vai encontrar
afogo-me no copo de um bêbado
num cubo de gelo
cubro-me com chope ou uísque
eu me bebo

se o amor vier
não vou querê-lo

amor é vício


terça-feira, 26 de junho de 2012

my heart still has a beat but love is now a feat

ah, o amor: esse que chega sem avisar e ainda espera que a porta esteja aberta, a casa arrumada e os móveis novos. e tudo o que nos resta é dizer com a cara mais lavada "fica à vontade, mas não repara na bagunça".

terça-feira, 22 de maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

domingo, 13 de maio de 2012

e que ninguém se esqueça

maio é tempo de vodka

sábado, 5 de maio de 2012


domingo, 18 de março de 2012

sangro, estanco


domingo, 29 de janeiro de 2012


domingo, 22 de janeiro de 2012

sem sentir nada não dá pra gostar de nada
sem sentir nada não dá pra gostar de nada
sem sentir nada não dá pra gostar de nada
sem sentir nada não dá pra gostar de nada
sem sentir nada não dá pra gostar de nada
sem sentir nada não dá pra gostar de nada
ad infinitum

não dá pra escrever nada