bueiro, me abrace forte!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Foi mais ou menos isso: te vi de longe. Você olha mais para céu, fazendo sempre a mesma cara e certamente carregando os mesmos problemas: o pai, a mãe, o irmão que é mais querido. Um empurrão aqui, outro ali. Esbarrões e tropeços. As coisas se complicam para cada um dos lados, dramatizar seria um luxo. Mas eu continuo encenando a mesma peça: patética, sentada na calçada, o olhar vazio de esperança e repleto de medo. Ceninha triste, vulgar. Coisa de quem leva socos invisíveis e não revida. Mas a dor nos anestesia. E ninguém nunca ouve nossos gritos.

Então é mais ou menos isso: eu te escrevo. E a gente conversa em silêncio.

Um comentário:

henrique disse...

"Mas a dor nos anestesia."

Taí, boa síntese, me identifiquei com isso...