bueiro, me abrace forte!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

seja gentil com seus (ex) isqueiros

Eles retornam. Retornam como se estivessem no direito de reivindicar algo. Reivindicar a minha resposta. Querem me tirar do meu silêncio. E eu me canso, eu me canso porque não me sinto obrigada a dar o que me pedem. Eles querem impor suas vontades. Eu só desejo a distância. A distância sempre foi o modo mais seguro de dizer adeus. Eles se assustam com o meu espanto. Eu me sinto uma heroína por conseguir me manter sóbria por mais de sete dias. Mas eles não entendem. Eles nunca entendem nada. E aqui por dentro me corta a rua que nunca dorme. Ela me chama. Aqui por dentro a palavra certa infecciona. Minha fúria não transpõe o pensamento.

E como é que eu resisto?

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