bueiro, me abrace forte!

sábado, 9 de abril de 2011

a quem se foi

Fico quieta e calo até os gestos. Esvazio o olhar e encho os copos para virar em segundos. Ajusto o foco para além das ondas. Repito. E repito sem fazer alarde.  Afundo os pés na areia. Agora o tempo se esvai e eu não sinto. Baforadas de cigarro até o pulmão pedir arrego. Repito o procedimento. Repito sem contar sobre minhas loucuras e devaneios. Meu estômago revira e eu não reclamo. Não reclamo que é pra não fazer alarde. Então há silêncio e estou encolhida e acolhida na calmaria. Então há silêncio e eu acredito: o espaço na memória está vago.

Eu me engano. 

Nem você acredita.

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