bueiro, me abrace forte!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Quase

Eu fico no quase, à esquerda da vírgula. Passível de um resgate, a qualquer momento, ao menor estalo. Quando os pés estão firmes ao chão e você ainda está seguro na calçada, rodeado por possibilidades. Você tem direito ao fôlego. Antes da vírgula ainda há tempo de tragar um cigarro ou virar mais gole. Sobreviver antes de. Porque à direita do ponto nada se pode salvar. Atravessou a rua e já não há volta. Depois do ponto, nada se evita: o que poderia ser já se encontra dissolvido. Acabou, colecione mais um adeus. Ponto.

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