bueiro, me abrace forte!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Love, love hides in a smoky night

Depois de algumas garrafas, sempre acabava recriando memórias, aparições, assombrações. Recriava tudo a partir do que gravara na retina, fielmente. Ele, sempre ele.  Para sempre ele. O rosto dele em outros rostos, as roupas dele em outros corpos, o cabelo dele em outras cabeças, a barba dele em outras faces, a voz dele partindo de outras gargantas.

Depois de algumas garrafas, bebia outras. E outras. Contava mentiras. Beijava outras bocas. Fantasiava qualquer situação. Quem sabe o encontrasse.

2 comentários:

Diego Schaun disse...

Olá ! Vc escreve muito bem. Adorei teu blog. Tem textos muito requintados, bem elaborados! Parabéns!!

Sou Diego Schaun, poeta e músico baiano. www.diegoschaun.blogspot.com Espero que gostes!

Abraços, boa tarde!

Anônimo disse...

Eu faço isso tb e memso sem beber, vejo ele em toda parte... quero vê-lo, isso dói demais. ;/