bueiro, me abrace forte!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cruzou as pernas como se guardasse um segredo e acendeu outro cigarro. Olhou ao redor: nenhum conhecido, podia tragar tranquila. Podia finalmente ser ela mesma e isso também era assustador, a sensação estranha de não transpirar medo e deixar as lacunas expostas. Não ser nada além do que ela é, sem estar desmembrada como sempre se obrigava a estar.

Cruzou as pernas como se guardasse um segredo. E guardava.

Um comentário:

Loiane disse...

fiquei encantada pela sua escrita!