bueiro, me abrace forte!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Depois de pintar as unhas ficou debruçada na sacada observando o movimento. O olhar saturado das mesmas imagens, do tédio. Ela tinha tantos planos suicidas e agora nem isso. Agora nem alguém para lhe tapar os buracos. Tudo tão chato, até as madrugadas da cidade que não dorme. E essas pessoas tão horríveis subindo e descendo pela rua de paralelepípedo, será que nem elas percebem que tudo isso não vale de nada? Ninguém suspeita dos muros invisíveis. Será preciso quebrar a cara sempre?

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