bueiro, me abrace forte!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

coisa de explodir e evaporar e se doer

Estou tentando ser honesta e por isso só ofereço essa distância. Dessa vez, fiz questão de trancar as portas: não tenho - e não quero - ninguém. Não é nada demais, ser deixada para trás. Só eu mesma para saber o monstro que sou e a tempestade em copo de whiskey que provoco sem motivo. Minha angústia é tão vazia e transborda. Como quem se desespera por ter um maço cheio e nenhum fósforo. Melhor agora cuidar um pouco das feridas ainda abertas. Também sei que não sou imune, mas a todo tempo estou à beira de um abismo ou outro, questão de costume e prática. Não é disso que se morre. Não assim.

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