bueiro, me abrace forte!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Não estranhe meu joelho trêmulo, esses copos no chão e o cinzeiro lotado. A minha cara amassada e a maquiagem borrada. Não estranhe nada. Nem as cartas repetidas e a falta de coesão. Ou a gaveta cheia de remédios e sonhos. Não seja cruel em seus julgamentos, eu escolho meus esmaltes pelo nome e não pela cor. Não me estranhe. Isso tudo sempre foi uma dolorida espera. Uma espera sem fim. E eu às vezes esqueço pra quê.

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