bueiro, me abrace forte!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

a future that looks so bleak

Torna-se um hábito sentir-se sempre deslocada e incompatível. Costume esperar tudo desmoronar mais uma vez. Receber a pancada violenta e ranger os dentes apenas. Sentir vontade de voltar não se sabe de onde e assistir a felicidade passar sem acenar. As urgências surgindo sem que se perca o sono ou o apetite. As urgências soltando seus gritos desesperados e os ouvidos permanecendo indiferentes. Somente seguir em frente quando te empurram, principalmente, porque te empurram. Exagerar na bebida, no cigarro, no valium. Acordar de ressaca sem se lamentar.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

amor: extravagâncias e exigências

- Vamos apagar nossos orkuts e usar o facebook.

- Eu não gosto do facebook.

- Não importa.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

É sempre assim

Toda vez que ele omite o status single do orkut, eu me desespero.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

she's lost control again

No fundo, é isso aí: meu arrependimento nunca é sincero.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sinto falta do ritual pagão: pegar o maço, puxar unzinho, por na boca, acender e tragar bonito, os pulmões berrando e você nem aí... ahhhh

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mulheres bonitas querem ouvir que são inteligentes. As inteligentes, que são bonitas.

Eu só quero que alguém pague a minha comanda.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O desafio do bar

é o banheiro feminino.

Posições semi-acrobáticas para conseguir se equilibrar, segurar a bolsa, o celular, dar descarga e não deixar que as calças cheguem ao chão.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

and suddenly

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Eu não sei porra nenhuma dessa vida mesmo. Eu não pertenço a lugar nenhum e não existe um ponto de partida ou chegada. O que me leva é a correnteza das horas e eu insisto em parar na primeira esquina, desrespeitando as atrocidades do tempo. Eu só escrevo para tentar me livrar das memórias desbotadas, expurgá-las dessa minha tragédia diária e letal. Em cada linha há um esquecimento, uma tentativa de romper com as lembranças, dar cor a um domingo qualquer. Insanidade, me disseram.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

oh, whatever

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Não estranhe meu joelho trêmulo, esses copos no chão e o cinzeiro lotado. A minha cara amassada e a maquiagem borrada. Não estranhe nada. Nem as cartas repetidas e a falta de coesão. Ou a gaveta cheia de remédios e sonhos. Não seja cruel em seus julgamentos, eu escolho meus esmaltes pelo nome e não pela cor. Não me estranhe. Isso tudo sempre foi uma dolorida espera. Uma espera sem fim. E eu às vezes esqueço pra quê.

domingo, 7 de novembro de 2010

me traga uma bebida, um cigarro e sai daqui, merda!

- Maysa, por que você bebe tanto?

- Porque tenho muita sede.

sábado, 6 de novembro de 2010


O amor não resolve nada.

|José Saramago|

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desliga tudo


e me encontra no bar.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

- Nossa! Como você emagreceu!

- Ah, você achou? Obrigada...

- Você tá acabadona! Acabadona mesmo...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Abraça o bueiro, abraça a privada

Bebe para matar os malditos vermes que parasitam o coração.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

am I ugly?

Por aqui o tempo passou, sabe? As coisas, as coisas mudaram. Mas você não sabe, eu não quis contar. Eu nunca quis que você soubesse que eu já tenho manchas de cigarro nos dedos, que sou assim tão mesquinha e faço pose de distraída enquanto solto a fumaça e sinto o torpor. E que eu sempre abaixo a cabeça quando penso nesses quilômetros, quando penso que eu poderia ser diferente, que a história toda em si poderia ser menos dolorida pra mim. E fecho os olhos, eu sempre fecho os olhos depois de pensar nisso, aquela angústia que você desconhece.

Ainda que você insista em perguntar o motivo de eu estar tão mal.