bueiro, me abrace forte!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Como cuidar da sua úlcera

Batize-a com o nome de quem a provocou.
Alimente-a com litros de cachaça, garrafas de café e maços de cigarro regularmente.
Jamais deixe faltar Bromazepam 6mg e muito amor rejeitado.
Escreva para aliviar a dor.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

eu queria te mandar tomar no cu

mas amar é abanar o rabo...

domingo, 29 de agosto de 2010

Socorro! Cada um que se foda com sua dor de corno, eu não posso salvar o mundo, não posso salvar a mim mesma sequer. O amor é que é a bosta toda. O amor é que é a bosta toda. O amor é que é a bosta toda. Há tempos repito a mesma coisa e não serve para nada. Vocês não aprendem. E eu muito menos. Eu tô só no rancor, bjs.

sábado, 28 de agosto de 2010

Bate-assopra

Não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo, não te desculpo,


... eu insisto em mentir.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

- Seja sincera!

- Você duvida da minha sinceridade?

- Totalmente.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

das perdas

Perdi muito de mim te esperando.

E hoje perco meu tempo pensando em como lidar com você agora quê...

domingo, 22 de agosto de 2010

O bueiro entupiu. De vômito. Daqui para frente, acabou o mimimi e o blábláblá. Não serão permitidos palavrões. Caio e Clarice foram expulsos. Crises existenciais e dramas ordinários estão terminantemente proibidos. Metáforas, códigos e analogias foram banidos. Aqui não se fala mais de amor, cafeína, nicotina e álcool etílico. O tratamento da afefobia foi interrompido para sempre. O blog terá outro nome. Chega de tanta sombra. A Rogue já era. Ninguém mais abraça o bueiro e o garçom foi despedido - não insistam em fazer pedidos. De hoje em diante apenas assuntos relevantes serão tratados, com grande enfoque para geopolítica, fome na África, comércio exterior, ciências, saúde coletiva e tecnologia. Posts apenas semanais. Os benzodiazepínicos tiveram seu uso suspenso definitivamente. A partir de agora tudo será diferente e a boa qualidade virá em primeiro lugar.
Adeus, cachaça.



- ô piada!

Garçom, uma rodada pra geral. Coloque na minha conta por tamanha enganação.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Não me force

Meu passado não cabe nas gavetas.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Genero$idade

terça-feira, 17 de agosto de 2010

- Moça, moça! Por favor, me ajuda a inteirar a passagem?

- Precisa de quanto?

- Quarenta centavos.

- Hmm, OK. Mas em troca você me dá um cigarro.

- Mas é do Paraguai.

- Digamos que hoje seja o seu dia de sorte.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A vontade de mandar alguém tomar no cu


é algo que nunca está em falta.

domingo, 15 de agosto de 2010

Não é tristeza,

é assombramento.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

I hope

sábado, 7 de agosto de 2010

Sobre a Decadência

É sair no final de semana com o dinheiro contado e gastá-lo todo na mesma noite;
Bicar cigarros e bebidas de terceiros;
Pedir dinheiro para pagar a passagem do ônibus;
É ter alguns trocados no bolso e nunca resistir à tentação de parar no primeiro boteco que aparecer;
Ser expulso do bar ou boate;
Dormir em calçadas, bancos ou voltar carregado para casa;
Frequentar bares em que as cadeiras e mesas estão quebradas e sujas, os copos rachados e existe a clientela mais tosca possível;

É, apesar de tudo, continuar fazendo isso todo final de semana.


BUEIRO, NOS ABRACE FORTE!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Non, Je ne Regrette Rien




"O amor sempre fugiu de mim. Nunca fui capaz de manter o homem que eu amava em meus braços por muito tempo."
   
"Eu tinha uma necessidade desesperada, quase mórbida, de ser amada, ainda mais porque eu sentia que era feia, ruim, não tão amável."
Edith Piaf

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sou covarde nas decisões: a beirada, nunca o abismo.

Mas compreendo suicidas.

domingo, 1 de agosto de 2010

sugestões para atravessar agosto



caio fernando abreu (6/8/1995 - para o jornal o estado de são paulo)

Para atravessar agosto é preciso, antes de tudo, paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro - e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah! Escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.

Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros augúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos. Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente, agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos - ou precauções-úteis a todos. O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia categoria originalidade...Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo ZAP): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.

Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.

Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas - coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos.

Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco:.