bueiro, me abrace forte!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sempre tarde

Ele já estava de costas quando ela finalmente inventou uma coragem - sim, inventou, pois era covarde e todos sabiam - para dizer algo. Mas era tarde demais e a chuva também ajudou a abafar a tentativa. Ela deu de ombros, como se o ponto final já tivesse sido imposto muito antes. Ele era inalcançável, distante, intocável. 

Ele era amor.

E o amor sempre se tornava cinzas antes mesmo que ela pudesse sentir o calor das chamas.

Um comentário:

Leni disse...

Lindo e triste... Eu reinventei a minha vontade, nunca pensei em ser covarde, tampouco o fui desta vez! E conquistei o amor! desisitr, jamais! Cedo ou tarde, sempre é hora de amar