bueiro, me abrace forte!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Se

Se eu corresse mais rápido, talvez eu pudesse chegar a tempo de dizer que eu não tenho mais nada para dizer. Mas isso é um mero talvez. Uma incerteza. Bobagem, eu diria. E deixemos de bobagem por hora. 
Tendo em vista os últimos acontecimentos, eu só posso mesmo é sentir um cansaço físico e, principalmente, mental. Coisas aqui e ali e acolá, atrás e na frente, de um lado e do outro. Coisas demais. Coisas juntas e coisas soltas. Coisas demais, eu repito como se isso finalmente fosse capaz de amenizar qualquer uma dessas coisas. Outra bobagem.
Mais um gole de café. Gelado. 
Eu venho para cá e vejo esses meus pseudo-amores espalhados sem um pingo de coerência. Esses pseudo-amores carentes de atenção, pedintes sofridos puxando meu casaco nesse frio. E eu penso, porra, nem chegou o inverno. Mas logo depois eu lembro que estou no mesmo inverno há meses. Meu inverno, meu inferno. Um inverno que alguém me deixou de presente pela minha loucura. Lá naquela grande avenida, numa tarde cinza. Merecidamente. Sim, eu devo ser louca. Eu só posso ser louca. E eu não quero saber da dor de corno dos outros. Eu não estou podendo. Arrancaram a unha do meu hálux esquerdo e meus dentes estão sensíveis. Respeitem a minha dor.



e se está assim barato pra caramba, eu vou fazer um ddd, código de área 19 e dizer "a culpa é toda sua, bundão".  
- atingir esse grau de loucura há de ser libertador!

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