bueiro, me abrace forte!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Minha quimera

Eu te inventei.

E eu fui além: te amei na minha invenção.

Eu te amei em todos os detalhes.

Você transcendeu e ganhou vida.

Tornou-se insustentável.

Eu, sendo inclinada ao homicídio, planejei teu fim.

Eu te matei com doses exageradas de álcool e ácido, pedaço por pedaço, sem nenhuma piedade.

Mas teu fantasma ainda me assombra.



Todo dia.

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