bueiro, me abrace forte!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Assim, assim, assim

Ô, moço, às vezes, bem assim pela manhã ou finalzinho da tarde ou quem sabe também pouco antes de eu finalmente conseguir dormir, eu sinto assim, não sei se sou capaz de me fazer entender, uma saudadezinha puída de você. Assim uma saudade gasta pela fricção dos meus pensamentos, porque eu vejo essa história  toda turva de neblina e que de tão próxima já se faz longe em algum lugar aqui dentro e agora meio que caindo para fora de mim e de nós, percebe? Nada grave, apenas um coágulo que brilha e entope meus canais emocionais e por isso eu fico assim paradinha sem dizer nada, sem fazer nada, sem querer pensar em nada. Assim paradinha só olhando olhando olhando eu nem sei pra onde, mas eu fico olhando, ai eu fico olhando assim porque é assim desse jeito que fica latejando latejando latejando.

Quero te pedir assim que não leve à mal o meu afastamento e excessivo desespero de quem não sabe o que fazer com isso - porque isso eu simplesmente não sei o que é.

Ô, moço, agora eu descobri que sinto essa saudadezinha assim durante a madrugada também e por isso acordei sobressaltada pra te escrever. Perdoa, moço, perdoa quando te escrevo assim. Cuida de nós.

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