bueiro, me abrace forte!

sábado, 3 de abril de 2010

Ai, bueiro, me abrace forte (mais uma vez)

Ah, bueiro, eu confesso: eu amo e fumo e bebo e não tem jeito. Estou quebrada e não procuro conserto, insisto em cutucar feridas antigas, arrancar suas cascas para que não cicatrizem e eu não perca minha única distração. Não tomo cuidado com as palavras, não me esforço para escrever coisas bonitas e o que eu faço é escandalizar os que tentam entender meu mundo, já que não me escondo do monstro do tédio que me devora por dentro e por fora. A vida me escapa das mãos, porque eu vivo apenas para escapar da vida. Bueiro, só você sabe que eu atravesso a madrugada para falar da tristeza e fico desejando que seu abraço seja tão forte que chegue a me quebrar uns ossos, que chegue ao ponto em que eu estoure em lágrimas geladas, porque eu preciso vazar o meu vazio e me trancar no escuro com meus medos, nessa luta diária que nunca acaba.

Nenhum comentário: