bueiro, me abrace forte!

terça-feira, 2 de março de 2010

Para sempre

É realmente difícil voltar para casa após uma bebedeira daquelas. Eu cambaleava devagar e tropeçava em qualquer obstáculo, mas isso não era nada, porque eu não lembrava qual era o nome da minha rua. Todas as ruas eram iguais e as placas não me diziam coisa  alguma. Talvez eu tivesse desaprendido a ler,  mas eu continuava a andar já que meus pés pareciam estar anestesiados. Entrei por uma rua escura, a mais parecida com a minha. Só faltava encontrar a casa certa, mesmo  que não fosse exatamente a minha, à essa altura a casa certa seria aquela que estivesse aberta ou que, sem duelar com a fechadura, por mágica, minha chave servisse para abrir a porta.

São tantas as dificuldades que alguns se perdem no caminho. 
Para sempre.



(Com a colaboração de Alexandre Gentil)

Um comentário:

Alexandre disse...

Gostei deste texto, e se precisar de ajuda, taiamonatividade!