bueiro, me abrace forte!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tão frágil e patética

A vida prega peças que estão além da nossa compreensão. O dia era bom, ela tinha amigos, sol e cerveja, e era perfeito, mas  se sentia vazia. Porque ela estava sendo obrigada a encarar mais uma história sem desfecho. Não sabia o que fazer ou onde colocar as mãos. E a pressão nas temporas a impedia de falar, como se tivesse algo a esconder, como se ela quisesse se esconder enfim. Porque era simples, simplesmente dizer. Mas não dizia, porque certos silêncios falam por si só. Restou apenas sua mudez e o olhar parado encontrando o nada. O mais absoluto nada, o mais agonizante, o mais desesperador. O que passava na cabeça dela? Nem ela sabia, não nomeava os sentimentos assim, pois desistiu de tentar entender. Tão frágil e patética - disse finalmente, como se fosse a melhor explicação para o próprio estado.
Mas ninguém ouviu.

Nenhum comentário: