bueiro, me abrace forte!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Pego meu maço de cigarros para fumar e me acomodo na sacada. É dia de contemplar esse mundo podre e sujo. Tão bonito que me dá vontade de voar igual essas pombas feias da cidade. Mas eu seria uma pomba gigante. A maior que vocês puderem imaginar, do tamanho de um Zeppelin, por exemplo. É! Tudo isso só pra poder cagar na cabeça das pessoas que eu vejo lá embaixo. Quase me mijo de euforia imaginando o gozo que deve ser. Sublime! As pessoas andando, umas mais apressadas e outras menos, mas todas carregando seus problemas, seus sonhos, e, de repente, um monte de bosta caindo bem na cabecinha distraída delas. Eu seria um avião militar russo despachando bombas. De merda! Plaaaaft! E eu capricharia mesmo na cagada, no duro! Seria uma cagada cem por cento, dessas dignas de serem filmadas e exibidas em câmera lenta num programa de TV. E então essas pessoas ficariam cabreiras, muito putas e cheias de merda me xingando indignadas com o ocorrido. Mas eu estaria lá em cima, bem no alto mesmo e nem poderia ouvi-las. Eu sorriria. O sorriso que os retardados esboçam quando comem sabonete. Falo assim porque eu já vi essa cena e é a coisa mais legal de se ver, fora de brincadeira! Seria o tipo da coisa que me deixaria realmente feliz. E agora eu já fumei uns cinco cigarros e meu pulmão está um pouco mais preto.
É, eu sei que nunca vou poder sair por aí voando e cagando nos outros. Uma lástima.

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