bueiro, me abrace forte!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Não me peça para ficar, porque eu não fico. Me atiro no abismo antes, não penso duas vezes. Quero me poupar. Por isso eu só me ouso no silêncio e tenho mãos aflitas. É pra me proteger. Abafo o grito, mordo a língua e nem me preocupo com a hemorragia. Eu disfarço pra dentro e guardo meus estilhaços nos bolsos do casaco. Ninguém sabe, ninguém vê e é assim que eu escapo. Vou embora com meus arranhões. Sozinha.

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