bueiro, me abrace forte!

domingo, 3 de janeiro de 2010

(Re)encontro

Eu não havia planejado nada daquilo, muito pelo contrário, insisti para que não o chamassem. Um reencontro. Ele se aproximou e se sentou ao meu lado. Apertou meu joelho, como é de seu costume. Eu me afastei um pouco. Aquilo tudo para mim não fazia sentido. Não fazia o menor sentido. Acho que todos perceberam meu olhar nervoso, o olhar de quem clama por socorro. E também todos esperavam algo de nós, a situação estava armada para isso. Então, a fuga. A minha fuga. Quase não o olhei, quase não falei. Mas eu não era capaz de levantar e simplesmente ir embora. Não assim, não tão rápido. Ele me deixa com as pernas fracas ainda, com o coração sufocado. Constatei isso tarde demais, da pior maneira.
Não ficamos muito tempo próximos, logo eu pude partir. Eu precisava partir. E acho que foi para sempre.

Penso que isso é o que mais dói.

"Quando ela se conformou com o seu eterno adeus, ele já estava guardado."

Nenhum comentário: