bueiro, me abrace forte!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Domingos

Fiquei sentada no banquinho branco da praça mais triste que encontrei e me senti vazia demais até parar chorar. As lágrimas não vinham. Não mais. Eu poderia estar louca por um cigarro, mas não estava. Era domingo, dia em que travamos uma guerra interna. Nem se sabe contra o quê exatamente, mas guerriamos e eu acabo me esfarelando mais. Culpa das lembranças, culpa dos domingos serem assim sempre tão cinzas até quando tem sol. Acho que domingos ensolarados são ainda piores, derretem as imagens de um jeito que me deixa desolada. Avisto essa paisagem distorcida, com rostos desconhecidos e fico me perguntando qual seria exatamente o meu lugar no mundo. Nenhuma resposta surge e também não ouso quebrar o silêncio. Um monte de palavras querendo sair e não saem, não tenho meios de colocá-las pra fora. Meus domingos são de ressaca e saudade, cabeça pesada e olhos que tentam marejar e ficam barrados na tentativa.
Mas quem sabe tudo isso não esteja sendo forjado só para eu clicar em nova postagem e escrever?

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