bueiro, me abrace forte!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Tanto tempo depois, não sei o que me deu. Quis ser atingida com a foto deles juntinhos. Com aquele amor perfeito e descarado. Um tipo de auto-punição por ter sido feita de otária, uma vibe cristã. Coloquei meu repertório de músicas corta-pulsos. Tentei sentir inveja daquela felicidade toda. Esperei. No auge do tédio, acendi um cigarro e fiquei olhando a foto. Esperei alguma coisa acontecer comigo. Traguei tudo. Mas nada. Não acontecia nada. Quis sentir raiva. Fiz cara de zangada. Meneei a cabeça, tentei desaprovar. Fiz um esforço descomunal, mas simplesmente eu me mantia impassível. Seja lá como for, ele deve meter bem. Ela deve chupar bem.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Foi assim: ele sorrindo e eu morrendo. Ele sorrindo de longe e eu morrendo por dentro. Let's dance, put on your red shoes and dance the blues. Ele sorrindo e eu bebendo coragem sabor vodca. If you say run, I'll run with you. Ninguém enxergava o sorriso ou a morte. If you say hide, we'll hide. Let's dance, eu morria ao som de Bowie. Let's dance. Sorrindo ele se aproximou. Let's sway. Fui morrendo mais. Let's dance. Sorrindo ele chegou muito perto. Let's dance. Sorrindo ele beijou, let's dance, a moça ao meu lado.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

felis natau p vosës

com que roupa eu vomito hoje?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Lembrar também é garantir os pedaços



Ainda estou aqui, apesar do meu cinismo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Estou silêncio

Não, não vou partir meu peito em dois para mostrar o que há lá dentro: essa alma tão confusa e arranhada.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

coisa de explodir e evaporar e se doer

Estou tentando ser honesta e por isso só ofereço essa distância. Dessa vez, fiz questão de trancar as portas: não tenho - e não quero - ninguém. Não é nada demais, ser deixada para trás. Só eu mesma para saber o monstro que sou e a tempestade em copo de whiskey que provoco sem motivo. Minha angústia é tão vazia e transborda. Como quem se desespera por ter um maço cheio e nenhum fósforo. Melhor agora cuidar um pouco das feridas ainda abertas. Também sei que não sou imune, mas a todo tempo estou à beira de um abismo ou outro, questão de costume e prática. Não é disso que se morre. Não assim.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

We are not to blame

 Coisa de quem sabe que o amor é dor. Coisa de quem tapa os olhos e joga o corpo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Coloco você em minhas linhas desalinhadas. Sim, coloco inteiro e ainda descrevo os detalhes. Minuciosamente.

Mas não é para você.
É para mim.
E ponto.
Você não tem nada com isso.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Já tentei muita coisa: gostar do natal, desejar feliz ano novo com sinceridade, comemorar meu aniversário, "curtir" o carnaval, me manter sóbria por mais de uma semana, acreditar nas pessoas, ter paciência com maconheiros, não julgar, não ser sádica, parar com o tabaco, trabalhar, emagrecer, gostar de pearl jam ou nirvana, curtir a moda, sempre usar o banheiro feminino, gostar da vida, gostar de quem gosta de mim...

mas fracassei em tudo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ei, vem cá! Conta pra mim o que é que te faz vivo. Juro não interromper. Eu tenho cerveja aqui, pode começar a falar...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ei, você que me lê


conversa comigo
me conta sua sacanagem pegajosa
seu segredo sombrio
seus amores errados e perdidos

me acompanha na cerveja numa tarde quente da augusta

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

apenas camadas de calma

Perder contato, tudo bem.

Mas perder meu livro do Caio?

sábado, 4 de dezembro de 2010

Só porque é sábado. Essa obsessão urbanóide de aliviar a neurose a qualquer preço nos fins de semana, pode?

|Caio Fernando Abreu|

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

a future that looks so bleak

Torna-se um hábito sentir-se sempre deslocada e incompatível. Costume esperar tudo desmoronar mais uma vez. Receber a pancada violenta e ranger os dentes apenas. Sentir vontade de voltar não se sabe de onde e assistir a felicidade passar sem acenar. As urgências surgindo sem que se perca o sono ou o apetite. As urgências soltando seus gritos desesperados e os ouvidos permanecendo indiferentes. Somente seguir em frente quando te empurram, principalmente, porque te empurram. Exagerar na bebida, no cigarro, no valium. Acordar de ressaca sem se lamentar.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

amor: extravagâncias e exigências

- Vamos apagar nossos orkuts e usar o facebook.

- Eu não gosto do facebook.

- Não importa.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

É sempre assim

Toda vez que ele omite o status single do orkut, eu me desespero.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

she's lost control again

No fundo, é isso aí: meu arrependimento nunca é sincero.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sinto falta do ritual pagão: pegar o maço, puxar unzinho, por na boca, acender e tragar bonito, os pulmões berrando e você nem aí... ahhhh

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mulheres bonitas querem ouvir que são inteligentes. As inteligentes, que são bonitas.

Eu só quero que alguém pague a minha comanda.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O desafio do bar

é o banheiro feminino.

Posições semi-acrobáticas para conseguir se equilibrar, segurar a bolsa, o celular, dar descarga e não deixar que as calças cheguem ao chão.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

and suddenly

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Eu não sei porra nenhuma dessa vida mesmo. Eu não pertenço a lugar nenhum e não existe um ponto de partida ou chegada. O que me leva é a correnteza das horas e eu insisto em parar na primeira esquina, desrespeitando as atrocidades do tempo. Eu só escrevo para tentar me livrar das memórias desbotadas, expurgá-las dessa minha tragédia diária e letal. Em cada linha há um esquecimento, uma tentativa de romper com as lembranças, dar cor a um domingo qualquer. Insanidade, me disseram.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

oh, whatever

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Não estranhe meu joelho trêmulo, esses copos no chão e o cinzeiro lotado. A minha cara amassada e a maquiagem borrada. Não estranhe nada. Nem as cartas repetidas e a falta de coesão. Ou a gaveta cheia de remédios e sonhos. Não seja cruel em seus julgamentos, eu escolho meus esmaltes pelo nome e não pela cor. Não me estranhe. Isso tudo sempre foi uma dolorida espera. Uma espera sem fim. E eu às vezes esqueço pra quê.

domingo, 7 de novembro de 2010

me traga uma bebida, um cigarro e sai daqui, merda!

- Maysa, por que você bebe tanto?

- Porque tenho muita sede.

sábado, 6 de novembro de 2010


O amor não resolve nada.

|José Saramago|

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desliga tudo


e me encontra no bar.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

- Nossa! Como você emagreceu!

- Ah, você achou? Obrigada...

- Você tá acabadona! Acabadona mesmo...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Abraça o bueiro, abraça a privada

Bebe para matar os malditos vermes que parasitam o coração.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

am I ugly?

Por aqui o tempo passou, sabe? As coisas, as coisas mudaram. Mas você não sabe, eu não quis contar. Eu nunca quis que você soubesse que eu já tenho manchas de cigarro nos dedos, que sou assim tão mesquinha e faço pose de distraída enquanto solto a fumaça e sinto o torpor. E que eu sempre abaixo a cabeça quando penso nesses quilômetros, quando penso que eu poderia ser diferente, que a história toda em si poderia ser menos dolorida pra mim. E fecho os olhos, eu sempre fecho os olhos depois de pensar nisso, aquela angústia que você desconhece.

Ainda que você insista em perguntar o motivo de eu estar tão mal.

domingo, 31 de outubro de 2010

Sempre odiei os outubros

Crises de identidade e uma louca vontade de sumir.

sábado, 30 de outubro de 2010

- A pele não entende de sexo.

- E como você chegou a essa conclusão?

- Apagando a luz.

filme Coco avant Chanel 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida – como quem olha de uma janela – mas não consegue vivê-la.

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

um quase nada já me tornava uma menina feliz

Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
Clarice Lispector

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A merda toda foi meu coração ter se fundido ao estômago...

sábado, 23 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Há tantas sextas-ferias

Há tantas sextas-feiras, tantos luminosos de neon, tantos rapazes solitários e gostosos perdidos nesta cidade suja...
|Caio Fernando Abreu|

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sobre as idas e vindas

Não há motivo para choro. Um dia você volta.

Você sempre volta.


E a gente volta.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Preciso parar com essa mania de inventar pessoas e acreditar nas minhas próprias mentiras.

sábado, 16 de outubro de 2010

O bueiro e as estatísticas

 Rússia, Coreia do Sul, China, Ucrânia e muita putaria forte pra galera.

sábado, 9 de outubro de 2010

É a ausência


o que eu mais trago.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Você se torna o meu assunto favorito
depois da décima garrafa.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010




Cerveja, cigarro e Cat Power.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Todo dia uma mensagem exagerada de amor me dá nos nervos. Não quero saber do seu amor. Não quero nem saber dos meus.

sábado, 2 de outubro de 2010

O que sempre me fascinou foi essa linha tênue que separa os sentimentos.

Da lembrança aguda e dolorida ao completo esquecimento. 



e eu já consigo ouvir a chuva de novembro...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mas o depois é sempre assim exaustivo

Demasiadamente. E dói.
E eu esperando que ele fosse aparecer para me pedir (mais) desculpas e me devolver tudo. Assim, no "tomaqueéteu". Mas ele não veio. Nem um bilhete enfiou por debaixo da porta. Um merda, eu já deveria saber. 

Eu não quero mais que seja assim, essas coisas pendentes. Eternamente pendentes. Virando mágoa. Eu não quero.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A angústia daquilo que viria depois

Foi porque eu me afundei tanto e tanto nele. 

A fala dele era pausada e os minutos iam escorrendo em cada breve silêncio. E me doía tentar capturar palavra por palavra para construir aquilo que eu não estava disposta a entender. 

Foi porque eu sempre absorvia tudo e só depois manifestava.
Suspirava por melodias inacabadas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

- Eu te amo. Sério!
- É como se você me dissesse que tem três mamilos. Sério!

sábado, 25 de setembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A vida é uma falta de utilidade 
e o meu vazio é a perplexidade.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

são coisas da vida

"Me dói ter passado tanto tempo atento a ele — quando ele nunca ficou atento a mim. E eu passei tanta coisa dura.
Rita Lee canta “são coisas da vida”.
Um sim-vale-a-pena-e-vamos-nessa."

(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010


Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim

(Cazuza/Lobão)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Absorver, refletir e repelir

Acho notória a minha capacidade de inserir e exlcuir pessoas da minha vida. Sou uma x-men.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Ele me dizia que sentia saudades
e eu dizia o mesmo.

Ele mentia
e eu mais ainda.

sábado, 18 de setembro de 2010

Nem corrói

Me colocaram para sobreviver numa latrina cheia de cuspes e escarros,
e eu nado

Fui pra tal casa do caralho
e não tenho mais tempo para que me ferrem o coração
é ótimo

é?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

trabalho, universidade,



boemia.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ela se quebra todos os dias só para ouvir o som dos cacos caindo no chão

às vezes folheia o diário para desenterrar os nomes que estão escritos no passado

mas, às vezes, tem a sensação de que (quase) tudo é novo...


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

só morrissey canta e dança com um galho na bunda