bueiro, me abrace forte!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Em meio à tempestade, eu tenho o céu da boca seco. Eu renego meus instintos e minhas vontades e até assopro a poeira contra o vento só pra sentir meus olhos arderem e provar que sou capaz de suportar. Não permito que ninguém passe a mão na minha cabeça ou beije minha testa, embora seja isso o que eu precise. Minha paixão e meu ódio em simbiose me assolando por dentro e transbordando pelos poros e eu lutando para fazer com que a felicidade não seja só de fonte exógena. Mas não consigo.

Aqueles que me querem bem estão cansados e se afastando cada vez mais de mim, e eu não os condeno. Não sou a pessoa que o mundo exige que eu seja, mas eu já me perdoei. De coração.

Eu deixo a porta aberta.

Quem quiser entrar, por favor, esteja inteiro. Chegue o mais perto que puder e se eu me transformar em gente igual essa gente que eu vejo todo dia e sinto nojo, mire na minha cabeça e dispare. Sem hesitar.

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