bueiro, me abrace forte!

sábado, 7 de novembro de 2009

Perseguir sombras, adorar as sobras, viver no restinho de tudo. Os dedos sujos, os lábios com as marcas das próprias mordidas. O suor escorria misturado com as lágrimas. Gosto salgado. Cheiro acre. Mofo nos lençóis. O maldito calor derretendo suas ideias. O maldito calor se contrapondo às suas vontades. O maldito calor: seu único inimigo. O maldito calor: sua única companhia. Carregava pontos de interrogação nas costas, e já se achava incapaz de suportá-los. Os braços tão finos, as costelas evidentes...

Nenhum comentário: