bueiro, me abrace forte!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Só que dessa vez doeu menos, bem menos. Acho que a gente vai se doendo e se doendo até que acostuma, deixando de lembrar o tanto que doía. Então ri das cartas que escreveu, das bobagens que falou e menospreza as lágrimas que derramou. No final a gente solta um riso meio bobo, faz uma cara meio assim querendo dizer que não tem jeito não, toma um café amargo pra poder seguir em frente. Levanta da cama e lembra de regar as plantas, trocar a fechadura, tratar da gastrite e visitar o cabeleireiro. Porque o cabelo cresce, criatura! E um dia a gente se olha no espelho e toma um susto daqueles. Chega também a hora de pintar as unhas para não roer mais. E a gente não rói.

Senta na cadeira de balanço, solta um suspiro de alívio e espera o próximo vendaval chegar pra foder tudo de novo.

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