bueiro, me abrace forte!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Todos já se foram
sobraram só os cacos
os restos
e os tons tristes

Dorme

Dorme, que a vida é frágil
e teu corpo não comporta
tanta injúria
destes teus porres homéricos

Fode

Fode, mas ainda ama
porque o amor é canalha
e te chama de vadia

Lambe

Lambe essas feridas
sente o gosto
do teu próprio sangue
que não é dry martini

Engole!

Agora engole

E sofre

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