bueiro, me abrace forte!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Raspas e restos me interessam

Eu sabia, eu sempre soube: restariam apenas as lembranças.

"Migalhas dormidas do teu pão", não é?

São tempos difíceis, acredite. Acordar e sentir esse frio absurdo. Querer vodka, querer cigarro, querer gente. E agora é tudo diferente. Querer gente. Querer gente. Algo que eu nunca quis antes: gente. Podem me olhar como se eu fosse louca. Pois bem, é claro que eu enlouqueci!
Não sinto sabores há dias, não sinto nada que não seja gosto de sangue e meus dedos sujos percorrem o suor da testa, formando desenhos grotescos. Somar misérias e mais misérias na maioria das vezes só resulta em mais miséria. Então, se eu tiver de me arrebentar, a solução é me arrebentar e pronto. E saber que não existe outro modo de fazer as coisas chega a ser encantador! E com a mesma calma com que me arrasto insone pela vida eu também sei que não encontrarei absolutamente nada. É essa calma que me amedronta.


Preciso tirar você dos meus dentes. Cuspir suas memórias. Vomitar meus traumas.

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