bueiro, me abrace forte!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ela o inventou e ele estava ali
ele a salvou
ela sorriu
dormir era bom agora
ele estava lá, segurava sua mão
ela quer dizer que ele a salvou
mas ela sabe que ele não existe
mas ela quer saber uma última vez
quer que lhe digam em voz clara
que ele não existe
e se existe
que ele fechou a porta
e quem a salvou
foi a sua esquizofrenia.

quarta-feira, 29 de julho de 2009


Eles estão indo embora, pouco a pouco. Indo embora, indo, indo, indo. Querem apagar a luz, ninguém suporta despedidas. Olhar para mim, ver essas marcas. Eles estão indo, mais cedo ou mais tarde, isso seria inevitável, eu sei. Mais um gole, outro trago. Eles deixam a porta entreaberta, para não fazer muito barulho quando outro se for. E eles estão indo, e eles não param. Uns demoram, outros vão o mais rápido que podem. Eles estão indo. Eu não posso impedir. Mais um trago e outro gole, eu os vejo partir. Eles, ah, eles estão indo. Minhas unhas roídas, meu cabelo embaraçado e o tremor das mãos. Mais um gole, mais um gole e um trago. Outra garrafa, eu quero outra garrafa! Veja, eles estão indo! Por favor, ah, por favor, mais uma garrafa. Outro gole, e outro e outro e outro, uma tragada.

terça-feira, 28 de julho de 2009

solução:

Eu vou matar isso com pequenas doses de álcool e ácido. Pedaço por pedaço.

domingo, 26 de julho de 2009

Eu não posso causar mal nenhum

a não ser a mim mesma.



- ah, eu vejos uns demônios por aí...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

E ela assiste, calada. Assiste a tudo, ela tenta mover os lábios, pronunciar alguma palavra, um som, um grunhido que seja. Mas nada. Nada. É a ausência dele. É a ansiedade dela. É ela.


- no espelho eu vi, era ela de novo.
ela é o nó que não ata.