bueiro, me abrace forte!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Por isso meu ódio cresce. Quando atingir um nível insuportável, não será difícil: basta uma lâmina contra o pulso. Nem isso. Uma simples picada de alfinete. Menos até. Um arranhão. Talvez aquele menino volte, talvez eu esteja mesmo sozinho, talvez você ache que sou louco. Queria que você entendesse que apenas contei o que realmente aconteceu, e se isso que aconteceu é loucura, quem enlouqueceu foi o real, não eu, ainda que você não acredite. Não tem importância. A história é essa, talvez eu tenha falado mais do que devia, mas tenho uma certeza dura de que nem você nem os outros todos perdem por esperar. Cuidado: eles estão aqui: à nossa volta: entre nós: ao seu lado: dentro de você.
Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

E ela continua a esperar.


Sentada, há mais de três horas. Fazendo a mesma cara e olhando com a mesma saudade. Saudade de quê? Talvez, e só talvez, de um tempo que agora parece nunca ter existido. Ainda sim, ela sabe - e sabe muito bem - que não existe nada para esperar. Dói no peito, bem profundo... Como há muito tempo não doía. Mas é sempre assim... Sempre. E não importa o quanto ela seja racional. Isso nunca fez diferença nas histórias que ela viveu.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

"Você tem cinco minutos para se entregar a uma doce tristeza.
Curta-a, abrace-a, descarte-a.

Prossiga."