bueiro, me abrace forte!

domingo, 28 de setembro de 2008

Você partiu. Tentei ser cautelosa ao segurar meu coração nas mãos. Mas fracassei e ele se espatifou no chão. Senti a dor e doeu ainda mais e mais ao ver o sangue se espalhando rapidamente e chegando até as escadas, por onde ele desceu fazendo trilhas, estradas e avenidas. Vermelho e vivo, tanto que me queimou a retina ao ver seu reflexo nele. Do meu coração não sobrou grandes cacos, embora eu quisesse guardá-los para você. Sobrou apenas um buraco no meu peito. Escuro e dolorido. E toda vez que eu grito seu nome à noite esse buraco se dilata e pulsa no vácuo.

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