bueiro, me abrace forte!

sábado, 30 de agosto de 2008

um filme aí...

Comprovei que tudo que já foi escrito sobre o amor é verdade. Shakespeare disse: "as buscas terminam com o encontro dos apaixonados". Que idéia maravilhosa! Pessoalmente, eu nunca passei por nada parecido com isso. Mas estou convencida de que Shakespeare já. Suponho que penso no amor mais do que deveria; me admira o grande poder do amor em alterar e definir as nossas vidas. Shakespeare também disse que o amor é cego. Isso sei que é verdade. Para alguns, sem explicação, o amor se apaga. Para outros o amor se vai... ou brota quando menos se espera, mesmo que seja só por uma noite. No entanto, existe outro tipo de amor. O mais cruel... aquele que quase mata suas vítimas. Chama-se "amor não correspondido". E nesse tipo, sou experiente. A maioria das histórias de amor falam das pessoas que se amam mutuamente. Mas, o que acontece com os demais? E as nossas histórias? Aqueles que se apaixonam sozinhos? Somos vítimas de uma relação unilateral. Somos os amaldiçoados dos amantes, somos os não amados. Os mortos vivos, os deficientes sem estacionamento reservado...
Eu entendo como é se sentir a menor e a mais insignificante das criaturas do mundo e isso faz você sentir dores em lugares que nem sabia que existiam no corpo. Não importa quantos penteados novos você fizer ou em quantas academias entrar ou ainda quantas taças de frisante você tomar com as amigas, você ainda vai pra cama toda noite pensando em cada detalhe, imaginando o que fez de errado ou como pôde ter interpretado mal e como foi que por um breve momento você achou que podia ser tão feliz. Às vezes você consegue até se convencer de que ele, num passe de mágica virá até a sua porta, e depois de tudo isso, demore o tempo que tenha que demorar, você vai para um lugar novo, vai conhecer pessoas novas que fazem você se valorizar e pedacinhos da sua alma vão finalmente voltar. E aquela época turva, aquele tempo ou a vida que você desperdiçou começarão a desaparecer...

Iris Simpkins

domingo, 10 de agosto de 2008

"Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos - a ânsia de coisas impossíveis, precisamente porque são impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo." (Fernando Pessoa)

Sentir demais acaba me deixando dolorida, desgostosa, um pouco mais vazia. Sentir demais... Eu assisto minha própria sombra perambulando em busca de uma alma, ou talvez seja a minha alma procurando por uma sombra. Eu sei lá pra quê tudo isso! É coisa impossível de descobrir. Prefiro abstrair. É como se eu tentasse deixar tudo flutuando, suspenso, em stand by. E desejar o que não posso e querer o que não quero ter de fato. São esses detalhes que me enlouquecem, como naquele dia que eu descobri uns boatos insanos sobre mim, mas não quis negar nem afimar nada. São essas coisas que eu deixo sem explicação... Pelo meu cansaço. Porque cansa, sabe?!

- Então ele se despediu, me beijou e disse que foi um prazer ter me conhecido.
Daí eu fiquei com aquela cara de besta!