bueiro, me abrace forte!

domingo, 1 de junho de 2008


Baby, eu já perdi o juízo. A luz ficou oscilando e a minha sombra safada se fundiu com a parede. Uma tarântula passeava pelo piso sujo. Perdoe-me, mas eu perdi o juízo. Ele estava jogado bem naquele canto, mas acabou fugindo assustado com o barulho que eu fiz quando cai da cadeira. É que eu estava rindo da cara que você faz toda vez que me vê beber cachaça. Desculpe, o juízo não voltará, ele me deixou aqui rindo sozinha da sua cara. Toda vez que eu bebo cachaça você fica desse jeito. Não, eu não aguento. Foi culpa da luz que oscilava, 'ora mostrava, ora ocultava'.

- 'Se de graça nem o veneno
que dirá a cachaça...'

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