bueiro, me abrace forte!

sábado, 21 de junho de 2008


As horas não passam e a minha alma vaga nua pela casa, manchada, escura, atormentada. Eu já deveria ter me acostumado. Um copo de absinto na mão e muito tempo para pensar em 'por que é tão complicado?', 'quem está errando mais?', 'quem vai ceder primeiro?' entre outras retóricas. A fada verde sussurra todas as respostas e eu sou uma idiota a lamentar. Eu confabulo comigo mesma, e eu me traio à toa, então fica esse silêncio que ninguém explica e o medo de enlouquecer de vez, de nunca mais ter um segundo de sanidade. Isso me tira o sono. Eu quebro os espelhos, arremesso coisas, espalho minha raiva. Então tudo termina em uma bagunça, naquela miserável angústia, sem fim, sem volta, sem descanso. A paz e a calma que eu persigo sem merecer. Eu ando descalça, pisando em falso, me apoiando nos móveis, preocupada. Eu me seguro, me controlo, fujo, finjo, engano, minto, omito, eu faço qualquer coisa para parecer mais forte, mais segura, mais e mais, cada vez mais. Eu tento me conter. Acho que já estou pedindo arrego, entregando os pontos, desistindo de vencer.


- Eu vou acabar te ligando. De novo.

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