bueiro, me abrace forte!

sábado, 3 de maio de 2008


Talvez algum dia você venha a ler isso. Ou não. Tanto faz. Não faria diferença mesmo... Você continuaria se fingindo de desentendido. Você tão afiado, não é possível que já não tenha notado. Não apenas notou, mas também continua jogando com a minha mente. Estufa o peito e desfila e rodopia, faz questão de pousar a mão sobre meu ombro com força e a desliza pelas minhas costas. Olha para mim quando não estou olhando e disfarça. Você faz tudo isso com um sorriso divertido. Parece ser divertido mesmo zombar de mim. Então, continue. Continue me matando aos poucos. Caia sobre mim e esmague, me torça e me rasgue, role sobre mim e me esfole, deixe-me aos farelos. Farte-se da minha carne e me largue sozinha na estrada, como sempre. Talvez um dia acabe, ou não.
- Agora pode ir. Vai lá comer alguém.

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