bueiro, me abrace forte!

domingo, 20 de abril de 2008



E ninguém poderia me salvar, poderia?
O abismo não é tão ruim assim. Eu acho que poderia ir além, cair mais e mais... Eu posso, não posso?
E a dor que você deixou aqui dentro, bem, eu não consigo anestesiar. Tudo isso só me faz querer chorar, gritar, rasgar-me inteira... Mas isso não resolveria nada, não é?


-Traga-me morfina, filhodaputa!

domingo, 13 de abril de 2008


Acho que bebi um oceano na noite passada. Ainda sinto seu gosto em minha boca. Ah, essa noite que durou meses! Despertei hoje cedo com manchas de sangue, hematomas e uma dor dilacerante. Fiz merda, com certeza... Mas e daí? A vida é assim mesmo, é uma merda só. Uma porra de uma merda sem fim.


Eu deveria ouvir mais a minha vodka, ah, eu deveria!

sábado, 5 de abril de 2008


Então após quarenta e cinco mil suspiros, seiscentos e vinte soluços, treze espelhos estilhaçados e uma garrafa de vodka, eu descobri que estou perdida e esgotada. Então, depois de setecentas mil lágrimas desperdiçadas e vinte e cinco milhões de abraços desejados, eu percebi que sempre estive só. Não obstante, após quinhentos bilhões de pesadelos sonhados e dois braços quebrados, eu entendi que nenhum príncipe me acordará e cair da cama é um pouco doloroso. Tudo isso só me faz achar que sou a pessoa mais triste do mundo e a única a criar fantasias nas quais eu ganho os beijos de alguém que sequer consegue me olhar por mais de dois segundos e sorrir... Há um amor que meu coração não suporta carregar, há uma dor que aos poucos consome minha alma por completo e há muito mais coisas que eu já nem posso contar.