bueiro, me abrace forte!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Passei a noite tateando no escuro, procurando você. Sabia que a sua lembrança continuava viva em mim de algum modo. Era engraçado como eu me lembrava das suas doces palavras misturadas ao mesmo tempo a antigos ressaibos amargos e aos seus beijos enquanto eu tentava - em vão - me esquivar. Era cruel o modo que o seu abraço me deixava sem fôlego e o quanto eu gostava daquela sensação, enquanto você me segurava nada delicadamente junto ao seu corpo ou quando tocava meus joelhos ossudos. Era estranho que mesmo depois de me lembrar que você nunca estivera - e talvez nunca estaria - ali, continuei apalpando a escuridão, meus dedos cruzando aquele breu, incertos. Minha confusão aumentava - eu acho que sou sonâmbula - e adormeci me sentindo nos seus braços. Mas a manhã veio e você não estava com ela...

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